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Veículo: Baguete Data: 02/07/2007
Autor: Mario Teza Assunto: CGI.br
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Eleições para o CGI.br
Elaborei um balanço do mandato no Comitê Gestor da
Internet no Brasil, juntamente com os colegas Marcelo Fernandes,
Carlos Afonso e Gustavo Gindre.
Se você participa de uma
entidade que tem CNPJ há pelo menos dois anos, inscreva-se já. Se
você conhece uma entidade nessas condições divulgue nossa campanha.
Até o dia 03 de julho é possível inscrever sua entidade.
Informe resumido sobre a atuação do CGI.br na gestão
2004-2007
Carlos A. Afonso, Gustavo Gindre, Marcelo
Fernandes, Mário Luis Teza Conselheiros titulares do CGI.br
representando as ONGs (terceiro setor)
20 de junho de 2007
Cada um dos representantes eleitos do terceiro setor (ONGS)
teve participação destacada nas diversas etapas de desenvolvimento
do CGI.br. Entre as principais iniciativas e atividades do Comitê
entre 2004 e 2007, destacamos:
1.Transformar o CGI.br em uma
instituição efetivamente pluralista, em que os membros não
governamentais do Conselho são maioria e eleitos por seus próprios
setores de atuação, como está acontecendo agora pela segunda vez
(2004-2007);
2.Concluir o processo de institucionalização,
que se arrastava há muitos anos, com a criação da entidade civil sem
fins de lucro NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto
BR), como gestora operacional do dominio brasileiro, migrando a
administração do registro da FAPESP para o NIC.br. O terceiro setor
tem dois membros no Conselho de Administração (de sete membros) e um
membro no Conselho Fiscal do NIC.br, garantindo a presença das
entidades civis na sua gestão operacional e administrativa;
3.Desenvolver e consolidar o modelo brasileiro de governança
democrática, pluralista e transparente dos recursos centrais da
infra-estrutura lógica ? números IP e nomes de domínio ? do ccTLD
.br, hoje considerado uma referência mundial de governança em seu
campo. Os domínios brasileiros são geridos pelo CGI.br como um
patrimônio da comunidade e não uma mercadoria, ao contrário de
muitos outros países;
4.Presença destacada nos principais
fóruns mundiais sobre a Internet, em estreita colaboração com o
Caucus da Sociedade Civil sobre Governança da Internet (IGC) e a
Campanha de Direitos da Comunicação na Sociedade da Informação
(CRIS), bem como apoio crucial para viabilizar a realização do Fórum
Mundial da Governança da Internet (IGF) no Rio de Janeiro, em
novembro de 2007;
5.O CGI.br aprofundou suas atividades no
campo da segurança das redes no país (projeto CERT.br), mantendo
seminários de treinamento, produzindo materiais educativos, ouvindo
a sociedade, o governo, as empresas de telecomunicações, os
provedores de Internet, os membros do Judiciário e Legislativo, para
colaborar no combate internacional ao spam, à pedofilia e às fraudes
na Internet. O CGI.br produz e gerencia trabalhos inovadores nesta
área, bem como propostas de legislação, contribuindo fortemente para
que o Brasil se destaque em grupos de desenvolvimento de tecnologias
e ações de combate a fraudes na rede no país e no exterior;
6.O CGI.br consolidou sua infra-estrutura, com a aquisição
das dependências onde funcionam o comitê, o NIC.br e o serviço
registro.br, bem como o centro de operações responsável pelo
endereçamento de nomes e números relativos ao domínio .br, que tem
que garantir funcionamento estável e confiável 24 horas por dia
todos os dias do ano;
7.Recentemente foi criado o CETIC.br,
Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação,
responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a
Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas
sobre o desenvolvimento da rede no país. Já foram divulgadas as
pesquisas dos anos 2006 e 2007, revelando dados que caracterizam a
enorme exclusão digital do nosso país, e que servem de base para a
formulação de políticas públicas de inclusão digital;
8.Em
2007 foi ultrapassada a marca de um milhão de domínios .br
registrados. O registro brasileiro é o oitavo no mundo entre os
registros nacionais;
9.No WGIG, Grupo do Trabalho sobre
Governança da Internet, da ONU, o CGI.br teve participação
destacada, através da presença de um dos conselheiros das ONGs nesse
grupo (Carlos Afonso), bem como da participação de vários
conselheiros no Grupo Interministerial Brasileiro da Sociedade da
Informação, que orientou as posições do governo brasileiro durante a
CMSI/WSIS;
10.Na ICANN (a entidade internacional sediada nos
EUA que administra a infra-estrutura lógica da rede a nível mundial)
os representantes das ONGs no CGI.br exercem ou exerceram neste
período papéis importantes. Carlos Afonso (ex-conselheiro da GNSO e
presidente na NCUC, Assembléia de Usuários Não Comerciais de Nomes
de Domínio até 2007, e Marcelo Fernandes como membro executivo da
NCUC para América Latina e Caribe, eleito em 2006 e reeleito em
2007;
11.Em 2004 o CGI.br criou o projeto nacional de
implantação e manutenção de pontos de troca de tráfego (PTTs) nas
principais cidades brasileiras estão atualmente operacionais os PTTs
de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre,
Rio de Janeiro e São Paulo. Com isso o tráfego entre as principais
infovias brasileiras é otimizado nos pontos de maior fluxo,
melhorando a qualidade e reduzindo custos. Os PTTs são operados sem
finalidade lucrativa, como um serviço prestado à Internet brasileira
com o apoio e coordenação técnica do CGI.br em conjunto com a Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
12.O CGI.br atuou em
defesa da liberdade de expressão e neutralidade da rede, como amicus
curiae junto ao desembargador que recebeu uma petição de Daniela
Cicarelli para que o serviço Youtube fosse bloqueado para a Internet
brasileira.
13.O CGI.br apoia o projeto Safernet, que produz
indicadores e realiza campanhas pelo respeito aos direitos humanos
na Internet, em particular o combate à pedofilia.
14.Os
membros do terceiro setor posicionaram-se contrário ao projeto de
lei de Eduardo Azeredo (PLS 76), que envolve sérias restrições à
liberdade de acesso à rede e ao direito de privacidade. O projeto de
lei representa uma série de custos para a sociedade brasileira. São
custos sociais, políticos, jurídicos, econômicos e tecnológicos.
Depois de quase 15 anos de acesso público à internet no país, o
Brasil ainda não definiu qual é o marco regulatório civil da rede no
país (que já foi definido nos países desenvolvidos). A definição do
marco regulatório também é fundamental para a caracterização dos
aspectos criminais da rede. Privilegiar a regulamentação criminal da
Internet antes de sua regulamentação civil pode ter como
consequência o aumento de custos públicos e privados, o desincentivo
à inovação e, sobretudo, a restrição à liberdade de acesso e a
violação a direitos de privacidade. É inadmissível que um projeto de
lei tão amplo e complexo como o que está sendo proposto, que afetará
diretamente a vida de mais de 32 milhões de internautas no Brasil,
seja aprovado sem um profundo, amplo, democrático e transparente
debate com todas os setores da sociedade brasileira. Aprová-lo com
açodamento, sem analisar e discutir com profundidade e de forma
transparente as inconsistências e vícios de constitucionalidade
existentes, é cometer um verdadeiro atentado à democracia e às
liberdades civis de milhões de brasileiros. O leitor pode
informar-se melhor sobre o projeto e assinar uma petição contra o
mesmo em:
http://www.safernet.org.br/petitioner/projeto_lei_azeredo/
15. O CGI.br tem participado de fóruns e eventos relevantes
relacionados à inclusão digital e à liberdade do conhecimento, como
o Fórum Internacional de Software Livre de Porto Alegre e a Oficina
de Inclusão Digital.
O prazo para inscrição de entidades no
Colégio Eleitoral termina dia 03 de julho e pode ser feito
facilmente on-line (cópias de documentos comprovando o status da
entidade deverão ser enviados ao CGI.br ? ver instruções em
http://www.cgi.br/eleicao2007/index.htm). O prazo é muito curto.
Estamos propondo reeleger os atuais representantes titulares do
terceiro setor para um mandato de mais três anos.
O endereço
para preenchimento do cadastro é:
https://registro.br/eleicoes-cg/cadastro
Para saber mais sobre as eleições você pode consultar o
endereço:
http://www.cgi.br/eleicao2007/index.htm
Atenção: sua entidade só estará inscrita e seu representante
apto a votar se todas as etapas do cadastramento forem realizadas.
Feito o cadastro on-line, você deverá enviar ao CGI.br os seguintes
documentos de sua entidade, por via postal registrada, conforme as
instruções do edital (ver as informações no sítio do CGI.br acima
indicado):
A - Cópia simples do CNPJ da Entidade;
B
- Cópia simples do estatuto de formação da Entidade;
C -
Cópias simples das alterações estatutárias ocorridas até a data da
publicação deste Edital;
D - Cópias simples da última ata de
assembléia de eleição e da posse da diretoria; E - Procuração, se
necessário for, designando o Representante Legal da Entidade para
fins deste processo eleitoral; e
F - Cópia do CPF e da
Identidade do Representante Legal.
Enviar os documentos ao
seguinte endereço:
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL
CGI.br
A/C Comissão Eleitoral
Av. das Nações Unidas,
11.541, 7° andar
04578-000 -São Paulo, SP |
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