Ivan Moura Campos também é Presidente do Conselho de Administração do NIC.BR e por um acaso Ivan Moura Campos também é sócio fundador da Akwan/todobr um serviço de busca que foi vendido por estimados 25 milhões de dólares. O segredo de um serviço de busca é ter acesso a todos os domínios existentes no Brasil de forma a ter o conteúdo mais completo. Milhares de brasileiros tentaram criar serviços de busca nos moldes do Yahoo/Cadê/Google, 280 ainda continuam funcionando mas somente a Akwan foi vendida por um altíssimo valor no mercado. Nem o elogiado Cadê conseguiu tal façanha. O Google não é doido para pagar cerca de R$ 50 milhões por um servidor de busca copiado de software livre. Até o Cade lubridiaram ao garantir que o Google não seria o único e o primeiro no Brasil. !
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1998
http://www.cg.org.br/infoteca/artigos/artigo21.htm
Comitê Gestor,
Internet e interesse público
A quem cabe conceder registro de nomes de domínios no Brasil para estar
na Web?
Ivan Moura Campos
Coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (www.cgi.br) e presidente
da Akwan Information Technologies (akwan.com.br)
O papel pioneiro que a comunidade acadêmica brasileira teve na implantação da Internet assegurou à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desde o nascimento da rede, a incumbência para registrar nomes de domínios e atribuir endereços IP no Brasil, diretamente do então órgão gestor de nomes e endereços na Internet mundial, o InterNIC, com sede nos Estados Unidos.
No segundo semestre de 1997, com o crescimento do número de domínios e a conseqüente necessidade de dotar o sistema de Registro.br e o próprio Comitê Gestor da Internet de uma estrutura profissional auto-sustentada, decidiu-se cobrar uma retribuição de R$ 50,00 por ano para manter ativo um nome de domínio e uma retribuição única inicial para o registro de R$ 50,00. Esta cobrança começou a ser efetuada em 1998, retroativa ao serviço prestado em 1997, e seu valor permanece inalterado desde então.
Todavia, há uma parcela da opinião pública que desconhece a lógica interna deste procedimento e acredita que seria melhor se o registro dos domínios e sua regulamentação fossem uma atividade descentralizada. Assim, os serviços que a Fapesp atualmente presta com exclusividade poderiam, por exemplo, ser também prestados por instituições de amparo à pesquisa de outros Estados, como a Faperj, do Rio de Janeiro, ou a Facepe, de Pernambuco. Isso evitaria a aplicação dos recursos arrecadados predominantemente no eixo Rio-São Paulo. Outro critério que tem sido questionado é o fato de a Fapesp conceder registros com base no critério de precedência de solicitação, o que, na opinião de alguns críticos, deveria ocorrer somente após uma consulta preliminar ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). As questões aventadas são importantes e merecem uma análise mais detalhada sob a ótica do interesse público.
Em maio de 1995, uma Portaria assinada pelos ministros das Comunicações e da Ciência e Tecnologia criou o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Suas atribuições incluem o registro de nomes de domínio e a atribuição de endereços na Internet, além de outras, mais genéricas, como contribuir para o desenvolvimento da Internet no País.
O governo adotou, na época, uma postura estratégica ao decidir que as concessionárias de serviços públicos de telecomunicações não poderiam participar do mercado de provimento de acesso à Internet por linha discada.
Hoje, no cenário pós-privatização, as concessionárias de telecomunicações têm de criar uma empresa separada para oferecer serviços de acesso à Internet. Isto possibilita que a Anatel e a sociedade em geral possam verificar se há tratamento equânime a todos os provedores quanto a tarifas e prioridades no aluguel de linhas.
O acerto dessas políticas refletiu-se no crescimento extraordinário do número de provedores, de computadores permanentemente conectados ("hosts") e de nomes de domínios registrados. Em janeiro de cada ano, a partir de 1996, até janeiro de 2000, o número total de nomes de domínios constantes no registro foi de 727, 7.311, 24.638, 65.303 e 150.241, respectivamente. No ano 2000, a taxa de crescimento aumentou ainda mais e, apenas no primeiro semestre, foram registrados 124.000 novos nomes de domínio, levando o total para 310.000 em 30 de agosto. Todos os detalhes relativos ao CGI.br, desde o seu primeiro dia de funcionamento, incluindo portarias, atas de reuniões, etc., estão disponíveis em http://www.cgi.br.
Os recursos gerados pertencem ao Comitê Gestor e não à Fapesp, que se encarrega gratuitamente de todo o serviço de registro contábil. Os gastos são efetuados segundo regras rígidas estabelecidas pelo CG; e têm sido utilizados na aquisição de equipamentos de suporte à operação do próprio registro e no pagamento à Fapesp de R$ 60 mil mensais fixos pelo ressarcimento direto de suas despesas, o que inclui, entre outros encargos, a manutenção da infra-estrutura correspondente. Os recursos foram também aplicados no apoio a iniciativas pioneiras, como as 14 Remav's - Redes Metropolitanas de Alta Velocidade, redes experimentais de implantação de serviços direcionados para o Projeto Internet2, num total de R$ 700 mil.
Além disso, custeiam grupos de trabalho permanentes, de Engenharia de Redes e de Segurança, que realizam o rastreamento de "hackers" e de incidentes na rede, etc. São também contempladas a formação de recursos humanos e a promoção de cursos para formação de pessoal especializado em redes, visando ao próprio mercado. Os membros do Comitê Gestor não recebem nenhuma remuneração pelo seu trabalho, nem mesmo "jeton" pela participação nas reuniões.
Atualmente, com mais de mil domínios registrados por dia útil, em média, uma pessoa conectada à Internet consegue registrar no http://registro.br um domínio brasileiro em menos de cinco minutos.
Uma regra básica, adotada em todo o mundo, é o princípio da precedência no tempo para efeito de registro, ou seja, "quem registra primeiro recebe o nome". No Brasil, além disso, é feita uma consulta a uma lista de marcas notórias, as protegidas em todas as classes da propriedade industrial, para evitar que indivíduos não vinculados à empresa tentem registrar nomes como CocaCola.com.br, por exemplo. Em caso de pendência, o Comitê Gestor cumpre eventual decisão do Judiciário.
Ciclicamente aflora a idéia de que o registro de nomes de domínio deveria ser concedido somente após uma consulta à base de marcas do Inpi. Ora, isso não é feito em lugar nenhum do mundo, pela simples razão de que não há um consenso sobre se há relação entre o universo das marcas e o dos nomes de domínio. Além do mais, quantas marcas se registram por dia em média, no Brasil, e quanto tempo se leva, em média, para obter o registro de marca definitivo? Amarrar um registro ao outro teria inviabilizado o crescimento da Internet ainda no berçário. Uma alternativa em estudo para o caso brasileiro, a exemplo da adotada pela Icann (The Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), nos Estados Unidos, envolve o credenciamento de instâncias administrativas extrajudiciais para conciliação e arbitragem, abrindo a oportunidade de entendimento entre as partes, sem prejuízo de, em caso de insucesso, recorrer-se às instâncias judiciais, como se faz hoje.
Outra questão, esta envolvendo considerações de natureza ético-comerciais, é o registro de nomes de domínio para vendê-los. Para coibir, ou pelo menos inibir, essa prática no Brasil o Comitê Gestor limita em dez nomes de domínio por CGC e desativa nomes que fiquem mais de 180 dias consecutivos fora do ar. Para completar o quadro, há 54 diferentes domínios de primeiro nível, sendo 23 para pessoas jurídicas, um para pessoas físicas - NOM.BR e 30 para profissionais liberais. Domínios como ARQ.BR para arquitetos, IND.BR para indústrias, PSI.BR para provedores Internet e TUR.BR para turismo têm expressiva utilização pelo mercado, com a vantagem extra de desobstruir a demanda potencial por nomes de domínio terminados em COM.BR.
Em qualquer país, o registro de nomes de domínio é feito em uma base de dados única, central, pelo motivo simples de que não pode haver homônimos.
Nos Estados Unidos, onde o número de "hosts" sob nomes de domínio genéricos é muito maior que a soma do resto do mundo e o volume de solicitações é extraordinariamente grande, foi adotado um sistema de "ciberdespachantes" ("registrars") para os domínios genéricos de primeiro nível ".com", ".org" e ".net", mantendo, obviamente, um banco de dados centralizado, no "registry".
Não há nenhum motivo que justifique a adoção de procedimento semelhante no Brasil, com relação ao registro ".br", a começar pelo fato de qualquer computador conectado à Internet poder fazer um registro em um par de minutos. O Brasil ainda não precisa, e esperamos que não venha a precisar, de ciberdespachantes.
As funções de registrar nomes de domínio e assinalar endereços IP são de interesse público e nem mesmo nos Estados Unidos, onde quase tudo é exercido pela iniciativa privada, o governo está ausente da formulação destas políticas. Cada país tem adotado solução própria para estabelecer uma autoridade para registro de nomes e endereços, desde ONGs, passando por autarquias e ministérios, como é o caso da Argentina, mas, sempre com presença ou supervisão governamental.
No Brasil, a Fapesp foi
contratada pelo Comitê Gestor para executar este serviço. Na prática,
ela tem sido onerada com o envolvimento em disputas sobre propriedade de nomes
de domínios, quando apenas cumpre as determinações do CGI.br.
Olhando para o futuro, e procurando dar o passo decisivo para o equacionamento
de todas estas questões, o Comitê Gestor levará ao governo
federal, no curto prazo, uma proposta para sua institucionalização.
Essa proposta contempla identidade jurídica de organização
não-governamental, com autonomia e quadro funcional permanente, para
melhor desempenho de suas funções. A presença do Estado
em sua orientação e fiscalização garantirá
a preservação do interesse público, motivo maior das ações
que levaram à sua criação.
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/411/ecommerce/google.htm
A estratégia do Google
A maior empresa de internet do
mundo chega ao Brasil para brigar
pelo primeiro lugar
POR MANOEL FERNANDES
Os mineiros honraram a tradição de guardar segredo e trabalhar
em silêncio. Durante os últimos nove meses, a empresa de tecnologia
Akwan escondeu uma negociação que se transformou na quarta-feira
da semana passada em um dos maiores negócios da internet brasileira.
O serviço de buscas mais badalado da Internet e empresa de mídia
mais valiosa do mundo, o Google, comprou a Akwan. Também anunciou a criação
no Brasil de um centro de pesquisa e desenvolvimento, e a disposição
de brigar pela liderança da audiência dos 32 milhões de
usuários da Internet no País. O valor do negócio foi mantido
em sigilo e protegido por um contrato de cláusulas leoninas. Nem
a Akwan nem o Google comentaram à respeito. Executivos do setor, analistas
de mercado e concorrentes estimam em US$ 25 milhões o valor total da
operação, incluindo a compra da companhia mineira e os
investimentos que serão feitos nos próximos dois anos no País.
Só em engenheiros para trabalhar no laboratório brasileiro, o
Google pretende recrutar 200 profissionais. “Vamos explorar a partir daqui
o potencial de oportunidades na América Latina”, diz Alan Eustace,
vice-presidente de tecnologia do Google. Essa declaração pode
ser traduzida emum único número: os negócios de internet
movimentam cerca de R$ 7 bilhões por ano no Brasil.
Ao comprar a Akwan, a empresa americana deu apenas o primeiro passo para garantir
o ingresso na festa da internet local. Para chegar ao topo da rede terá
pela frente alguns fortes concorrentes. O maior deles é a Microsoft,
que hoje lidera a audiência entre os internautas brasileiros e elegeu
o Google como o seu maior adversário global. Segundo o levantamento em
julho do IBOPE/NetRatings, o Google está na quarta colocação
com 6,4 milhões de visitantes mensais. Em média eles ficaram 30
minutos no seu site contra as quatro horas gastas pelos freqüentadores
no site do MSN, o portal da Microsoft. “O Google traz mais oxigênio
para o nosso mercado”, afirma Fernando Madeira, presidente do provedor
Terra. O portal, que integra o grupo da espanhola Telefônica, já
acionou a sua equipe de 150 engenheiros de computação para criar
novidades que devem fazer frente ao novo concorrente e ainda abastecer outras
praças onde tem operações na América Latina. Executivos
de outros portais, como o Yahoo e o Universo On Line, também se preparam
para enfrentar a avalanche tecnológica do Google, cujo valor de mercado
estava na semana passada em US$ 87 bilhões. Número bem superior
aos US$ 78 bilhões alcançados pelo ex-líder das empresas
de mídia, o grupo Time-Warner. Em outro estudo da empresa de avaliação
de marcas Interbrands, o Google surgiu na 38º colocação num
universo de 100 companhias mais valiosas do planeta.
Criado por dois estudantes de doutorado, americano Larry Page e o russo de nascimento
Sergey Brin, da universidade de Stanford, o Google ganhou adeptos em toda a
rede ao quebrar alguns paradigmas até então adotados pelos sistemas
de buscas, como o pioneiro Altavista. Em lugar de apresentar páginas
de maneira aleatória, o serviço introduziu o conceito de relevância
nas pesquisas dos usuários. Com a ajuda de algoritmos matemáticos
e programas de computador que varrem a rede em busca de conteúdo, as
respostas são apresentadas pela ordem de importância dentro da
internet. Nos computadores do Google estão indexadas 8 bilhões
de páginas, metade das existentes no mundo virtual. Apesar da busca ser
a vitrine de negócios, o Google pode ser visto realmente como uma empresa
de mídia, que pretende colocar à disposição dos
internautas o conteúdo das maiores bibliotecas do planeta ou os vídeos
das principais emissoras de televisão do mundo. A capacidade de inovar
da marca é diretamente proporcional a sua disposição em
ganhar dinheiro. Os resultados financeiros são impressionantes. Na quinta-feira
passada, a companhia divulgou os números do primeiro semestre. A receita
chegou a US$ 2,6 bilhões e as ações sofreram uma valorização
de 60,89% no período contra os 6,48% da média da Bolsa de Nova
York. Metade do caixa do Google vem dos ganhos com publicidade que crescem a
cada ano. Mesmo oferecendo um produto gratuito, a empresa criou uma fórmula
mágica com os links patrocinados, nos quais os anunciantes escolhem palavras-chaves
e pagam para associar os seus endereços na internet todas as vezes que
alguém consegue uma resposta para uma busca. Esse números reforçam
a importância do negócio em torno da Akwan. Todos os engenheiros
da companhia mineira serão transformados em funcionários do Google.
O comando do centro de pesquisa ficará com ex-diretor da Akwan, Bertier
Ribeiro-Neto, pesquisador do Departamento de Computação da Universidade
Federal de Minas Gerais. A equipe cuidará de desenvolver novos produtos
para atender a demanda dos usuários do Google na América Latina
e também interferir na versão em inglês do serviço
de buscas. Até fechar o acordo, Ribeiro-Neto teve como sócio o
cientista Ivan Moura Campos, um velho conhecido da comunidade brasileira de
tecnologia. Foi Moura Campos que ajudou a quebrar, em 1995, a resistência
da estatal Embratel em entregar a internet à iniciativa privada. Como
integrante do ministério das Comunicações, o cientista
venceu a disputa com a burocracia.
Parceiros: Regueira (à esq), investidor da Fir, e cientista Moura
Campos, da UFMG, criaram juntos a Akwan
A competência dos pesquisadores mineiros sempre foi reconhecida internacionalmente,
mas eles não conseguiriam chegar tão longe sem as conexões
da Fir Capital. Os dois sócios desse fundo, o empresário Guilherme
Emrich e o banqueiro Marcus Regueira, sempre se mostraram competentes em descobrir
oportunidades fora do País para empresas brasileiras. A dupla, por exemplo,
vendeu em janeiro de 2002 por US$ 70 milhões o fabricante nacional de
insulina Biobras aos noruegueses da NovoNordisk. Emrich, antes de Regueira chegar
ao negócio, já havia passado adiante, em 1999, outra empresa de
buscas na rede, o Miner, para o Universo On Line. Como o negócio parecia
promissor, a Fir e os cientistas da UFMG fundaram a Akwan, em 2000, que significa
ligeiro na língua Guarani. O casamento entre capitalistas e pesquisadores
superou preconceitos de ambos lados e quebrou paradigmas. A empresa mineira
foi montada na mesma época que o banco Opportunity reuniu cientistas
da Universidade Federal de Pernambuco e criou o Radix, outro serviço
buscas. Em pouco tempo, o Opportunity desistiu do projeto e o vendeu para o
provedor Ibest por cerca de US$ 12 milhões. “Somos a a prova viva
de que capital de risco funciona no Brasil”, diz Marcus Regueira.
O impacto do negócio vai bem além da euforia de Regueira. A venda
da Akwan pode de fato reoxigenar o mercado de capital de risco no Brasil. Desde
o fim da bolha da internet, em março de 2000, os investidores estavam
ressabiados. Isso pode mudar. “Haverá um positivo efeito cascata
após essa operação”, afirma Joubert Castro Filho,
diretor da Associação Brasileira de Capital de Risco. Ele acredita
que companhias similares a Akwan sairão em busca de oportunidades e sócios
no mercado internacional. “Os nossos empreendedores precisam ter ambição
global”, explica Guilherme Emrich. A tecnologia brasileira, sem dúvida,
está entre as melhores do mundo. No caso dos serviços de buscas,
produtos que são o estado da arte em tecnologia, o Brasil ocupa as primeiras
posições. Fora dos Estados Unidos poucos os países se atreveram
a investir nessa área. Por aqui foram criados nos últimos anos
quatro bons serviços desse gênero: o Miner, na UFMG, o Radix, na
UFPE, o Cadê, no Rio de Janeiro, e o TodoBR, a marca que a Akwan utilizava
para a versão pública da sua tecnologia. “Tudo o que aconteceu
nesse mercado mostra que temos pesquisadores de primeira linha e investidores
com visão de futuro”, diz o professor Silvio Meira, um fundadores
do Radix. E à base de pão de queijo, os mineiros trabalharam em
silêncio e melhor.
http://www.google.com.br/press/pressrel/akwan.html
Google compra Akwan Information Technologies
Empresa de tecnologia brasileira
se tornará o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Google na América
Latina
São Paulo – 20 de julho de 2005 – O Google Inc., criador
de uma das ferramentas de busca mais premiadas no mundo, anunciou a aquisição
da Akwan Information Technologies, empresa latino-americana líder em
tecnologia de busca sediada no Brasil. Os termos do acordo não foram
revelados.
A Akwan Information Technologies, que foi criada por um grupo de professores
da Universidade Federal de Minas Gerais, fornece serviços de busca para
usuários finais e empresas no Brasil e é responsável pelo
site de buscas www.todobr.com.br. Com essa aquisição, a Akwan
Information Technologies se tornará o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento
(P&D) do Google na América Latina e permitirá à empresa
americana aumentar seus esforços de engenharia e recrutamento em toda
a região. Os usuários do site de busca da Akwan, www.todobr.com.br,
serão direcionados para o domínio brasileiro do Google, www.google.com.br.
"A equipe, tecnologia e produtos da Akwan são um excelente complemento
aos nossos esforços para oferecer a melhor experiência de busca
aos nossos usuários e parceiros em todo o mundo, em cada idioma e país."
afirma Alan Eustace, vice-presidente de engenharia do Google. "Vislumbramos
um grande potencial para o Google em toda a América Latina , tanto em
termos de recrutamento de talentos locais quanto na expansão de nossos
serviços na região."
"Tornar-se parte do time de engenharia de busca global do Google, concentrando
o desenvolvimento de produtos inovadores para a América Latina e para
o mundo, é o motivo de grande entusiasmo e confiança para a Akwan",
revela Berthier Ribeiro-Neto, antigo diretor executivo da Akwan e atual diretor
de engenharia do Centro de P&D do Google América Latina. "A
tecnologia e os recursos do Google nos permitirão fortalecer ainda mais
a relação com os nossos clientes de modo a continuar oferecendo
os serviços de alta qualidade", afirma.
O Centro de P&D do Google no continente é a mais recente ampliação
do número de centros de pesquisa da empresa em todo o mundo, os quais
incluem: Tóquio (Japão), Zurique (Suíça), Bangalore
(Índia), Nova Iorque e Mountain View (Estados Unidos). Como em todas
as suas unidades de pesquisa e desenvolvimento, o Google continuará a
procurar os melhores talentos no Brasil e na América Latina para fazer
parte da equipe em Belo Horizonte, Minas Gerais. Para uma lista completa das
vagas em aberto do Google, acesse www.google.com.br/jobs.
Sobre o Google Inc.
As inovadoras tecnologias do Google conectam milhões de pessoas em todo
o mundo com informações diárias. Fundado em 1998 pelos
estudantes de doutorado da Universidade de Stanford, Larry Page e Sergey Brin,
o Google é hoje um dos buscadores mais valorizados no mundo. O programa
de publicidade direcionada do Google gera negócios para empresas de todos
os tamanhos, com resultados significativos, além de disponibilizar seu
imenso know how sobre a internet para os usuários. O Google tem sede
no Vale do Silício (Califórnia) e escritórios por toda
a América do Norte, Europa e Ásia. Para mais informações,
acesse: www.google.com.br.
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Google é uma marca registrada da Google Inc. Todos os outros nomes de
empresas e produtos podem ser marcas das respectivas companhias a que são
associados.
http://www.redecidada.org.br/ver_noticia.asp?id_noticia=2032
Inclusão digital em escolas públicas é tema de fórum do terceiro setor“Inclusão Digital e Escolas Públicas em Minas Gerais: O Quê, Como, Quando e Com Quê” é o tema do Fórum do Terceiro Setor, que acontece no próximo dia 21/9, terça-feira, no Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Minas Gerais, com entrada franca. O convidado é o professor Ivan Moura Campos, um dos mais respeitados profissionais de informática no mundo.A palestra abordará o desafio da inclusão digital em escolas públicas estaduais, enfocando os desafios na produção de conteúdos, na oferta de serviços básicos e no provimento de infra-estrutura. Para cada uma destas três "camadas", será focalizado:1) do que se trata2) onde se quer chegar3) onde estamos4) o que falta para chegar láA palestra reforçará conceitos e princípios a serem seguidos, tais como a necessidade de capacitar professores antes dos alunos, quais os conteúdos considerados essenciais, a diretriz de adotar plataformas abertas de software e de hardware, assim como soluções recentes de conectividade, como WiFi e WiMax, como complemento àquelas já disponíveis, ainda que de forma heterogênea, no mercado.O Palestrante Ivan Moura Campos é sócio fundador da Akwan S.A., empresa especializada em ferramentas de busca e gestão da informação na Web, e consultor em Tecnologias da Informação. Na academia, foi Professor Titular de Ciência da Computação da UFMG, onde foi também Chefe de Departamento e Pró-Reitor de Pós-Graduação. No governo, foi diretor de Programas Especiais do CNPq, Secretário de Política de Informática do MCT e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de Minas Gerais. No mundo ONG, foi Coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil, e é atualmente Diretor da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers – ICANN. Ivan é Ph.D. em Ciência da Computação pela Universidade da Califórnia, Los Angeles.ServiçoInclusão Digital e Escolas Públicas em Minas Gerais: O Quê, Como, Quando e Com QuêData: 21 de setembro Horário: 19h30Local: Teatro João Ceschiatti - PALÁCIO DAS ARTESAv. Afonso Pena, 1537 – Centro - Belo Horizonte/MGEntrada Franca - Seja caridoso leve 1 kg de alimento não perecívelInformações e Inscrições:Telefone: (31) 3285-3609 - E-mail: forum3setor@institutohr.org.brSobre o Fórum do Terceiro SetorEncontro mensal, de abril a dezembro de 2004, com a participação de dois ou três especialistas mediados por um profissional que também trabalhe com a pauta em questão. Duração de até 2h com participação aberta à platéia. Platéia tem entrada gratuita mediante apresentação de um quilo de alimento não-perecível, que o Instituto Hartmann Regueira doa às comunidades com as quais trabalha. Encontros realizados no Teatro de Arena João Ceschiatti, no Palácio das Artes, espaço gerido pela Fundação Clóvis Salgado, parceira neste projeto. Criado em 2003 pelo Instituto Hartmann Regueira para suprir lacuna de articulação e intercâmbio do terceiro setor em Belo Horizonte, o fórum traz a participação de profissionais, estudiosos, gestores sociais, representantes de empresas, governos, estudantes e demais interessados em aprimorar seus conhecimentos sobre o terceiro setor. Em 2004, a Fundação Clóvis Salgado tornou-se parceira ao sediar os encontros no Teatro de Arena João Ceschiatti, no Palácio das Artes. Fonte: Instituto Hartmann Regueira - www.institutohr.org.br
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Brasileiro quer desafiar Google, Yahoo! e MSN com buscas sociais
Autor/fonte: Ralphe Manzoni Jr.
E-mail/Url: http://idgnow.uol.com.br/internet/blog_dos_blogs/archive/200...
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Tags: [ garimpar ]
16 de Abril de 2007
As inovações na área de busca estão apenas no começo. A crença é de Bill Gates, homem mais rico do mundo, que sabe que está em desvantagem neste segmento que cada vez aumenta sua importância na economia.
Essa é a crença também de um pequeno empreendedor brasileiro: José Roberto de Aquino, um jovem formado pelo Instituto Técnico da Aeronáutica (ITA), que já implementou SAP, e agora quer desafiar Google, Yahoo! e Microsoft no segmento de buscas com sua empresa: a Garimpar.
Será ele mais um louco? Se Bill Gates estiver certo, uma pequena empresa não poderia surpreender esses gigantes? Não foi assim com o YouTube e o del.icio.us, que acabaram sendo comprados por Google e Yahoo, respectivamente?
O brasileiro José Roberto Aquino quer desafiar estes gigantes norte-americanos fornecendo aos usuários um resultado de busca mais relevante. Como? Com o conceito de busca social: unindo notícias, favoritos e buscas em um único balaio.
Esse é o conceito do Garimpar, uma rede que une favoritos sociais, como o del.cio.us, do Yahoo, com uma página personalizada de notícias, do Google. À medida que o usuário vai salvando seus favoritos ou acrescentando seus feeds de RSS em uma página personalizada, ele dá pistas dos conteúdos que considerada relevantes, diz Aquino.
Os pequenos robôs do Garimpar, que varrem a internet em busca de conteúdos na internet, consideram como relevantes essas informações do usuário. Os resultados levam sempre em conta as páginas e favoritos do próprio internauta. Com isso, acredita José Roberto Aquino, a relevância dos resultados será maior.
O Google, que é o principal mecanismo de busca da atualidade, usa o conceito de PageRank, que dá relevância, em uma explicação bem simplificada, a um conteúdo em função da quantidade de links que ele tem na própria rede.
Preste atenção que a Wikipedia sempre aparece nos resultados do Google e ele indexa muitas páginas antigas, afirma Aquino.
Mas o Garimpar sofre de todos os sintomas de um empreendimento brasileiro: uma boa idéia, mas que pode morrer pela falta de capital ou de investidores.
Os robôs da Garimpar têm capacidade de varrer 500 páginas por segundo na web. Mas, por questão de infra-estrutura, precisaram ficar mais lentos. O Garimpar Favoritos Sociais, uma espécie de del.icio.us, tem pouco menos de 500 usuários cadastrados. Muito pouco para quem quer dar relevância com base nessa rede social.
A esperança para crescer essa base é um contrato fechado com o governo federal no qual a busca do Garimpar vai ser usada nos Centro de Ensino a Distância, os telecentros que atendem a população carente.
Esse esforço da Garimpar de criar um serviço de busca no Brasil remete a questão de se há espaço no mercado para este serviço. Todas as tentativas anteriores ou fracassaram ou acabaram nas mãos de gigantes da internet.
Alguém lembra do Cadê?, primeiro mecanismo de busca brasileiro? Ele foi comprado pela StarMedia e agora está nas mãos do Yahoo. E do Radix? Desapareceu na burocracia da Brasil Telecom. O Miner foi parar nas mãos do UOL. E a Akwan foi adquirida pelo Google.
Sobre o
Comitê Gestor
Membros do Comitê Gestor
Ministério da Ciência e Tecnologia:
ARTHUR PEREIRA NUNES (coordenador), titular;
ANTENOR CESAR VANDERLEI CORRÊA, suplente;
Casa Civil da Presidência da República:
SÉRGIO AMADEU DA SILVEIRA, titular,
RENATO DA SILVEIRA MARTINI, suplente;
Ministério das Comunicações:
PLÍNIO DE AGUIAR JÚNIOR, titular;
ANTÔNIO BEZERRA DE ALBUQUERQUE NETO, suplente;
Ministério da Defesa:
ANTONIO CARLOS AYROSA ROSIÈRE, titular;
LUIZ ANTONIO DE SOUZA CORDEIRO, suplente;
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior:
MANUEL FERNANDO LOUSADA SOARES, titular;
ROGÉRIO ANTÔNIO SAMPAIO VIANNA, suplente;
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:
ROGÉRIO SANTANNA DOS SANTOS, titular;
RODRIGO ORTIZ D'AVILA ASSUMPÇÃO, suplente;
Agência Nacional de Telecomunicações:
JOSÉ ALEXANDRE NOVAES BICALHO, titular;
MARCELO ANDRADE PIMENTA, suplente;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico:
JOSÉ ROBERTO DRUGOWICH DE FELÍCIO, titular;
GERALDO SORTE, suplente;
Fórum Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência
e Tecnologia:
DENISE APARECIDA CARVALHO, titular;
RAFAEL ESMERALDO LUCCHESI RAMACCIOTTI, suplente.
Representante de Notório Saber em Assuntos de Internet:
DEMI GETSCHKO
Representantes do setor empresarial:\
a) segmento dos provedores de acesso e conteúdo da Internet:
ANTÔNIO ALBERTO TAVARES, titular;
ROQUE ABDO, suplente;
b) segmento dos provedores de infra-estrutura de telecomunicações:
CARLOS DE PAIVA LOPES, titular;
ALEXANDRE ANNENBERG NETTO, suplente;
c) segmento da indústria de bens de informática, de bens de telecomunicações
e de software do setor empresarial:
HENRIQUE FAULHABER, titular;
JOSÉ CARLOS LOURENÇO RÊGO, suplente;
d) segmento do setor empresarial usuário:
CÁSSIO JORDÃO MOTTA VECCHIATTI, titular;
NIVALDO CLETO, suplente;
Representantes do terceiro setor:
a) titulares:
CARLOS ALBERTO AFONSO;
GUSTAVO GINDRE MONTEIRO SOARES;
MARCELO FERNANDES;
MÁRIO LUÍS TEZA;
b) suplentes: RICARDO ANTÔNIO RUBENS PRADO SCHNEIDER;
ROBERTO FRANCISCO DE SOUZA; EDGARD SPITZ PINEL; THAIS RODRIGUES CORRAL; Representantes
da comunidade científica e tecnológica:
a) titulares:
LUCI PIRMEZ;
LUIS FERNANDO GOMES SOARES;
NELSON SIMÕES DA SILVA;
b) suplentes:
OMAR